
A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns no Brasil e no mundo. Estima-se que 1 em cada 3 adultos brasileiros tenha pressão alta (Ministério da Saúde).
Em 2025, a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão trouxe mudanças importantes na forma como os médicos avaliam e tratam a pressão alta.
Qual é a nova meta de pressão arterial?
Até pouco tempo, considerava-se “aceitável” uma pressão de até 13×8 mmHg.
Agora, a diretriz atualizada define que:
Eu particularmente acho pouquíssimo tempo para mudanças tão importantes. Na minha prática clínica, as mudanças levam por volta de 6 meses. Mudanças que eu digo, sustentáveis. Por que de nada adianta ser algo radical e não ser mantida, porque a pressão arterial voltaria a subir.
Sendo assim, Essa mudança significa que milhões de brasileiros que antes eram considerados “normais” podem agora ser classificados como pré-hipertensos ou até hipertensos.
Por que a meta mudou?
Estudos recentes mostram que quanto mais baixa e controlada a pressão, menor o risco de doenças cardiovasculares graves (Organização Mundial da Saúde). Isso inclui:
A diretriz busca prevenir antes de remediar, estimulando diagnóstico precoce e tratamento mais rápido.
E isso é ótimo. Isso serve de alerta para médicos e pacientes. Orientaremos um olhar mais profundo para o paciente e entender o que de fato está levando essa pressão arterial a subir.
O que isso significa na prática?
Apesar da importância do número, o maior desafio está no estilo de vida (na minha opinião).
Hoje vemos cada vez mais pessoas com sobrepeso, má alimentação, sono irregular, estresse e sedentarismo. Tudo isso aumenta o risco de desenvolver pressão alta.
A diretriz sugere reavaliar em 3 meses após mudanças de hábitos, mas na prática, sabemos que mudar rotina, perder peso e manter atividade física não acontece do dia para a noite. Por isso, é fundamental buscar acompanhamento médico para traçar uma estratégia sustentável.
Veja também: Programa VIVA – acompanhamento para mudança de hábitos
Como prevenir e controlar a hipertensão
Para reduzir o risco de pressão alta e suas complicações, o caminho mais eficaz continua sendo:
Leia também: Check-up cardíaco: quando procurar um cardiologista
Conclusão
A nova meta de pressão arterial abaixo de 13×8 não deve ser vista apenas como um número, mas como um alerta para mudar comportamentos.
A hipertensão é silenciosa, mas pode transformar a vida com complicações graves.
Como cardiologista e médica do esporte, meu olhar é que a prevenção deve sempre vir em primeiro lugar. Mais do que remédio, é preciso investir em hábitos de vida saudáveis para transformar saúde em estilo de vida, assim você trás mais saúde para o paciente ao invés de focar em apenas tratar as suas doenças.